1 de abril de 2011

Até Hoje, Cientistas Identificaram Somente 20% de Todos os Animais

Segundo estimativas, apenas 20% de todos os animais existentes na Terra foram identificados. Para que os cientistas consigam conhecer todas essas outras espécies, os custos chegariam a 263.1 bilhões de dólares.
Até agora temos 1,4 milhão de espécies catalogadas, e estima-se que 5,4 milhões sejam desconhecidas. O maior impedimento para que essas espécies sejam catalogadas, segundo Fernando Carbayo e Antonio Marques, da Universidade de São Paulo, é a falta de taxonomistas – os cientistas responsáveis por identificar novas espécies e classificá-las.
Os cientistas usaram os custos brasileiros para a identificação de novas espécies para criar uma estimativa global.
De acordo com a pesquisa, os insetos seriam os animais menos conhecidos – a necessidade de taxonomistas especializados nesse tipo de bicho seria enorme.

Estudo diz que Mais de 5.000 Cetáceos Morreram Devido a Óleo da BP

O número de cetáceos, como golfinhos e baleias, mortos pela maré negra da BP (British Petroleum) no golfo do México em 2010, pode ter sido subestimado. Ele seria superior a 5.000, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira.
A pesquisa –divulgada na “Conservation Letters”, revista da Sociedade para Conservação Biológica– mostra que essa quantidade pode ser multiplicada por 50, estabelecendo um novo registro que vai muito além da contagem inicial.
Na zona afetada, havia 101 carcaças, o que leva a crer que poucos cetáceos foram vítimas do petróleto que vazou durante 106 dias de poço da plataforma Deepwater Horizon. Mas, na realidade, os esqueletos representam uma pequena parte dos animais que morreram.
“A maré negra da Deepwater, a maior de que se tem conhecimento nos Estados Unidos, tem, aparentemente, apenas um impacto modesto sobre a fauna, levando a crer que os estragos causados ao ambiente foram mínimos”, considera Rob Williams, professor da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, e principal autor deste estudo.
“Essa impressão é explicada pelo fato de os estudos terem feito uma correspondência entre o número de vítimas e o de esqueletos encontrados na costa”, explica.
Normalmente, apenas 2% das carcaças de cetáceos são achadas, de acordo com estimativas históricas das populações desses animais e a taxa natural de mortalidade nesta região, combinada com a contagem anual das mesmas.
O lote de 101 carcaças, considerado pequeno pelos pesquisadores, também seria explicado pelo fato de os animais morrerem longe da costa –a maré negra da BP foi registrada a 60 quilômetro ao longo do estado de Louisiana.

Knut o Urso Mais Famoso do Mundo Será Empalhado, Diz Zoológico de Berlim

Knut, o urso polar mais famoso do mundo, será admirado por seus fãs para sempre. O zoológico de Berlim anunciou que empalhará o animal, morto no sábado (19), e o colocará em exposição no Museu de História Natural da cidade, informou a agência de notícias DAPD. A necropsia, realizada para descobrir a causa da morte prematura de Knut, foi acompanhada de perto por um taxidermista para prevenir danos ao pelo e corpo.
Resultados preliminares da necropsia revelaram alterações no cérebro do urso, embora outros órgãos não exibam alterações consideráveis. Segundo o New York Post, a causa oficial da morte foi afogamento – Knut se contorceu algumas vezes e em seguida caiu no laguinho de sua jaula. O jornal especula se as alterações cerebrais podem ser resultado de um tumor cerebral ou demência, que poderiam ter causado os espasmos.
Incesto
O ativista de direitos animais Frank Albrecht, que sugeriu a castração do urso, disse ao jornal que a morte de Knut podia ser uma combinação de stress, incesto e doenças hereditárias.
O urso polar era constantemente intimidado pelas fêmeas com quem dividia seu cercado – inclusive sua mãe, Tosca, que o rejeitou quando nasceu. Albrecht contou que o pai de Knut, Lars, já foi fruto de procriação consangüínea, e animais de sua linhagem eram conhecidos por problemas neurológicos – uma fêmea da qual descendia morreu da mesma maneira e com a mesma idade, em 1975.
Desde sua morte de Knut, centenas de pessoas foram ao zoológico de Berlim prestar homenagens ao urso e também para assinar o livro de condolências. Pessoas de todo o mundo também postaram mensagem via Twitter e Facebook. “Nós recebemos condolências de toda a parte do mundo: Austrália, Nova Zelândia, Honolulu”, disse o tratador Heiner Kloes. A porta-voz do zoológico, Claudia Beinek disse que foi necessário criar um livro de condolência online para atender aos fãs que não moram em Berlim. Além do empalhamento, o zoológico pretende erigir uma estátua de Knut, ainda filhote, no local.
Acaba de ser divulgado na internet um vídeo feito por um visitante que mostra o exato momento  da morte do urso polar Knut no zoológico de berlim. Antes de cair  na piscina do recinto, Knut demonstrou estar passando muito mal. Ele morreu no sábado (20) aparentemente após uma crise epiléptica diante de cerca de 600 pessoas.
A morte de Knut no sábado pode ter sido causada por uma doença cerebral, segundo comunicado oficial do zoo de Berlim (Alemanha), onde ele vivia desde o seu nascimento, há quatro anos. “Os primeiros resultados da necrópsia apontam para significativas alterações cerebrais, o que poderá explicar a morte inesperada do urso Knut. Os patologistas não encontraram qualquer alteração em outros órgãos”, afirma o comunicado. Os resultados ainda são preliminares. O Instituto Leibniz irá demorar ainda alguns dias até concluir os testes bacteriológicos e dos tecidos dos órgãos do urso.

Pardais Entram na Lista de Animais Urbanos em Extinção

Cientistas e especialistas dizem que as alterações graves no ecossistema urbano nos últimos tempos, tiveram enorme impacto sobre a população de pardais, cujos números estão declinando constantemente. Eles acreditam que as aves não podem retornar a menos que algumas medidas sejam tomadas agora. Um jovem “observador de aves”, Mohammed Dilawar,  começou sua carreira com interesse ecológico e ambiental, mas logo voltou seus interesses para cuidar das aves, principalmente os pardais que estão desaparecendo rapidamente em muitas metrópoles do mundo.
“Eles costumavam construir seus ninhos de baixo dos telhados das casas. Entretanto, alterar projetos arquitetônicos em assentamentos urbanos não deixa lugar para eles se aninharem”, disse Arun Sharma, cientista associado ao departamento de floresta do governo de Delhi, a um jornal de Mumbai. A radiação das torres móveis e o excessivo uso de fertilizantes químicos estão agravando o problema e foram identificados como dizimadores de pardais. “O uso excessivo de fertilizantes pelos agricultores mata os insetos que os alimentam”, explicou Sharma.
De acordo com Mohammad E. Dilawar, cientista e mentor do movimento do Dia Mundial dos Pardais, que acontece no dia 20 de março, em um país como a Índia, onde as pessoas estão em campanha para a conservação de animais como tigres e elefantes, os pardais têm sido muito negligenciados apesar do seu desaparecimento visível das áreas urbanas, bem como em localidades rurais. ”Isso se reflete no fato de que nenhum estudo adequado em todo o país foi realizado para contagem do número de pardais”, disse Dilawar.
O único estudo de confiança no país,  realizado recentemente pela Andhra University, destacou que a população de pardais caiu mais de 60%, mesmo em áreas rurais do litoral sul. “O desaparecimento da pardais na Índia tem sido amplamente divulgado, mas as respostas têm sido muito suaves até agora. Seu declínio recente coloca-os na ‘Lista Vermelha’ da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN)”, acrescentou o cientista.
No entanto, estudos em países ocidentais têm demonstrado o índice alarmante de declínio da população de pardal nas localidades urbanas e suburbanas.
Uma pesquisa realizada pela British Trust de Ornitologia tem mostrado que a população de pardal na Grã-Bretanha diminuiu cerca de 58% desde 1970 nos jardins durante o inverno. Os jardins suburbanos têm mostrado um declínio maior de 60%, comparado aos jardins rurais com declíneo de 48%.
“Os pardais nunca teriam sido um motivo de preocupação para nós com sua presença diminuta nos nossos lares. Talvez, por isso seu desaparecimento gradual passou despercebido”, disse Rohan Srivastava, um amante de pássaros.  “E o fato de os pardais não terem um lugar de destaque nas pesquisas ambientais publicadas pelo governo lembra uma das viagens silenciosas dos pardais em esquecimento”, acrescentou ele.
“Eles são um importante indicador biológico. O declínio no seu número é uma lembrança sombria de degradação dos ambientes urbanos e do perigo do bem-estar humano ao longo prazo,” disse Sheila Dikshit, ministra-chefe do governo de Delhi.

Caranguejo-Real Invade a Antártida Pela Primeira Vez em 40 milhões de Anos

Este é mais um impacto no meio ambiente provocado pelo aquecimento global. As águas da Antártida estão quentes o suficiente para a sobrevivência do caranguejo-real.
O aquecimento da água do mar possibilitou a viagem do caranguejo-real para o sul, atingindo locais, como a Antártida, onde não existiam caranguejos há mais de 40 milhões de anos.
Esta ocorrência é uma má notícia para os habitats marinhos da região. Os cientistas temem que animais autóctones como as estrelas-do-mar, mexilhões e esponjas sejam alvos fáceis para os caranguejos.
Sven Thatje e a sua equipe de investigadores estão tentando verificar quão rápida está sendo esta invasão. Para o efeito, colocaram uma câmera num barco quebra-gelo para possibilitar a observação dos caranguejos à medida que viajavam perto da península da Antártida. “Foram capturadas imagens de caranguejos-reais com cerca de 25 centímetros, que se moviam para um habitat marinho de criaturas que não viam dentes afiados ou garras nos últimos 40 milhões de anos.”
“Havia centenas,” alerta Thatje. “Ao longo da Península Antártida Ocidental encontramos grandes populações ao longo de 30 milhas. Foi impressionante.”
A temperatura da água do mar tem subido desde 1950, o que torna as águas quentes o suficiente para o caranguejo-real conseguir sobreviver na região.
A equipe de cientistas explicou que quando a água está muito fria o caranguejo-real não consegue remover o magnésio do seu sangue, elemento comum na água do mar, o que causa um efeito narcótico que afeta a sua locomoção e consequentemente, a sua sobrevivência.
Com o aquecimento da água esta “barreira de magnésio” pode desaparecer o que permitirá aos crustáceos viajarem para habitats que não estão preparados para estes predadores.
Este é um grande exemplo de como uma aparente pequena mudança no clima pode ter grandes impactes no ambiente, em muitos casos, de forma irreversível.

População de Tigre-de-Bengala Ameaçado de Extinção Cresce na Índia

Novo censo para contagem do animal revelou 1.706 indivíduos. Espécie tinha cerca de 100 mil exemplares há um século.
A população de tigres-de-bengala vivendo na natureza ganhou cerca de 300 indivíduos em quatro anos na Índia, segundo contagem do último censo, informou o ministro de Meio Ambiente do país, Jairam Ramesh, nesta segunda-feira (28). O novo censo contou uma população de 1.706 tigres-de-bengala no país. A última contagem, realizada em 2007, havia indicado cerca de 1.411 exemplares.
Embora o número de animais tenha aumentado com a ajuda de programas de conservação, autoridades de meio ambiente na Índia não consideram que o novo dado possa garantir a sobrevivência da espécie, ameaçada de extinção.
O crescimento econômico no país influencia diretamente o habitat natural dos tigres-de-bengala. A construção de estradas e áreas de mineração, por exemplo, cruzam corredores ecológicos usados pela espécie para migrar de uma reserva a outra de acordo com a época do ano.
“O crescimento no números de tigres é resultado de alguns esforços, mas a diminuição dos corredores ecológicos é alarmante”, disse Jairam Ramesh à agência de notícias Associated Press. Na opinião de Rajesh Gopal, diretor da Autoridade Nacional de Conservação de Tigres na Índia, “proteger estes corredores deve ser tomado como uma prioridade”.
Para contar o número de tigres-de-bengala no país, pesquisadores usaram câmeras escondidas e fizeram testes de DNA. Eles encontraram o animal em 17 estados na Índia. O país tinha cerca de 3.600 tigres da espécie em 2002 e 100 mil há cerca de um século. Mas o número de indivíduos caiu de forma acentuada por conta de conflitos com fazendeiros de áreas próximas a reservas e caçadores interessados na pele e em partes do animal usadas na medicina tradicional chinesa.

Entenda como a Geração de Energia Elétrica Afeta o Meio Ambiente

Cada tecnologia tem um impacto diferente sobre a natureza. Custos e viabilidade também devem ser levados em conta na comparação. A geração de energia elétrica sempre provoca algum efeito na natureza, mas cada processo tem suas particularidades. Procuramos  especialistas para explicar quais as vantagens e desvantagens dos principais tipos de usinas disponíveis, levando em conta não só a questão ambiental, mas também os custos e a viabilidade de cada técnica.

Tipo de Usina: Vantagens    e  Desvantagens

Hidroelétrica:
- Emissão de gases causadores do efeito estufa muito baixa
- Baixo custo
- Impacto social e ambiental do represamento do rio
- Dependência (limitada) das condições climáticas
Termoelétrica a Carvão:
- Baixo custo de construção e combustível
- Alta produtividade
- Independência das condições climáticas
- Emissão de gases de efeito estufa muito alta (é a que mais emite)
- Poluição local do ar com elementos que causam chuva ácida e afetam a respiração
Termoelétrica a Gás Natural:
- Baixo custo de construção
- Independência das condições climáticas
- Baixa poluição local (comparada à termoelétrica a carvão)
- Emissão de gases de efeito estufa alta (menor que a do carvão, porém significativa)
- Custo de combustível muito oscilante (atrelado ao petróleo)
Termoelétrica a Biomassa:
- Baixo custo de construção e combustível
- Emissão de gases de efeito estufa praticamente se anula (o ciclo do carbono fica perto de ser fechado)
- Independência das condições climáticas
- Disputa do espaço do solo com a produção de alimentos
- Caso haja desmatamentos para o cultivo, cria um novo problema ambiental
Nuclear:
- Emissão de gases de efeito estufa praticamente inexistente
- Alta produtividade
- Independência das condições climáticas
- Alto custo (exige investimentos em segurança)
- Produção de rejeitos radioativos
- Risco de acidentes (a probabilidade é baixa, mas os efeitos são gravíssimos)
Eólica:
- Emissão de gases de efeito estufa praticamente inexistente
- Impacto ambiental mínimo
- Baixa produtividade
- Dependência das condições climáticas
- Poluição visual
Fotovoltaica:
- Baixo impacto ambiental
- Alto custo
- Baixa produtividade

Geração de Energia no Brasil

Hidroelétrica:
Mais de 80% da energia gerada no Brasil vem de usinas hidroelétricas. Essa energia é gerada pela correnteza dos rios, que faz girar turbinas instaladas em quedas d’água. De modo geral, a tecnologia é considerada limpa, uma vez que praticamente não emite gases de efeito estufa, que fortalecem o aquecimento global.
O grande problema ambiental – e também social – causado pelas hidroelétricas é a necessidade de represar os rios. Vastas regiões são alagadas, o que provoca não só a retirada das populações humanas do local, como alterações no ecossistema.
Por conta disso, projetos de usinas para o Norte do Brasil – como a polêmica obra de Belo Monte – preveem reservatórios menores. Contudo, isso torna a geração mais dependente do volume de água e, portanto, exige que haja outras fontes de energia para garantir o abastecimento constante.
Usina hidroelétrica de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai 
Eólica
A grande dependência do clima também é um problema das usinas eólicas – nas quais o vento move hélices que acionam turbinas. Esta alternativa não pode ser usada sozinha, é preciso que haja um sistema para complementá-la, mas faz sucesso por ser ecologicamente correta. “É energia de mais baixa emissão de gás de efeito estufa”, afirma Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia da organização ambientalista Greenpeace.
Uma alternativa é fazer com que eólicas e hidroelétricas se completem. “No Nordeste, os ventos sopram mais forte justamente na época mais seca”, exemplifica Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia.
Esse é o tipo de usina que mais cresce no mundo. “É a bola da vez mesmo”, diz Roberto Schaeffer, professor de planejamento energético da pós-graduação em engenharia da UFRJ. Por isso mesmo, o custo vem caindo.
Contudo, não é muito potente, e é preciso instalar várias usinas lado a lado para se obter bons resultados. Na Europa, já há comunidades que reclamam da poluição visual, que prejudica o turismo, relatam Schaeffer e Tolmasquim.
Parque eólico de Osório, no Rio Grande do Sul 
Termoelétrica
As usinas termoelétricas são o tipo mais comum do mundo. Nela, é queimado um combustível – carvão e gás natural são os mais usados – para ferver água. O vapor gira uma turbina e assim gera energia. “São imprescindíveis”, acredita José Manuel Diaz Francisco, coordenador de comunicação e segurança da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás. “São usinas mais baratas, com tecnologia consolidada e possuem a vantagem de garantir um suprimento de energia que não depende das condições”, completa.
O processo de queima da água, no entanto, traz um efeito indesejado. “Tem os piores impactos ambientais em termos de emissão de gases de efeito estufa e poluição do ar”, afirma Baitelo, do Greenpeace.
Tem os piores impactos ambientais em termos de emissão de gases de efeito estufa e poluição do ar”
Ricardo Baitelo, do Greenpeace
As termoelétricas a carvão respondem por mais de 40% da produção mundial de energia; as movidas a gás ocupam o segundo lugar na lista, com cerca de 21%. Entre os dois, o carvão é mais barato, porém polui mais. Além de emitir mais gás carbônico – responsável pelo aquecimento global –, causa poluição local, emitindo substâncias como enxofre e óxido nitroso, que afetam a respiração. Hoje em dia, há filtros capazes de reduzir esses efeitos, mas eles encarecem a construção das usinas.
No Brasil, uma alternativa mais ecológica é o uso da biomassa. Quando se usa material orgânico – o mais comum no país é o bagaço da cana –, a combustão não emite gases de efeito estufa. Isso acontece porque o gás carbônico liberado é utilizado pelas plantas na fotossíntese, fechando o ciclo do carbono. Os custos são semelhantes aos das termoelétricas a carvão.
Para Roberto Schaeffer, da UFRJ, “é melhor até que a hidrelétrica do ponto de vista ambiental”. Já Ricardo Baitelo não se entusiasma. “Do ar diretamente relacionado a queimadas, afeta bastante populações próximas a canaviais e aumenta incidência de doenças respiratórias”, indica o especialista do Greenpeace.
Usina nuclear na França 
Nuclear
O termo mais correto para denominar uma usina nuclear é “termonuclear”. Seu funcionamento é idêntico ao das demais usinas termoelétricas, a diferença está no combustível. A fissão nuclear do urânio – ou do plutônio – gera o calor e produz, por outro lado, material radioativo que tem de ser monitorado por milhares de anos, o que é apontado como o principal problema por todos os especialistas ouvidos.
“Acredito que seja o pior tipo de energia. Por mais que setor nuclear diga que todo empreendimento energético está vinculado a acidentes, a diferença é a perversidade do acidente nuclear. A radiação se estoca no organismo e pode ser transmitida por gerações”, reclama Baitelo, do Greenpeace.
Embora acidentes sejam raros, o risco não pode ser considerado pequeno. “Risco é a probabilidade de ocorrer um acidente multiplicada pela magnitude do dano. A probabilidade de acidente é baixíssima, mas os efeitos são muito graves”, explica Schaeffer, da UFRJ. “É como ter medo de andar de avião: há menos acidentes que carro, mas, quando há, são mais graves”, completa.
Apesar do risco de acidentes, a energia nuclear é benéfica ao meio ambiente em um aspecto. “O combustível em um reator nuclear não é queimado, portanto não há emissão de gases poluentes”, destaca José Manuel Diaz Francisco, da Eletronuclear.
É uma beleza, mas é caríssimo”
Roberto Schaeffer, professor de planejamento energético da UFRJ, sobre os painéis fotovoltaicos
Fotovoltaica
Os painéis fotovoltaicos são feitos de materiais semicondutores à base de silício. Quando recebem radiação solar, liberam elétrons e geram energia.
“É uma beleza, mas é caríssimo”, resume Schaeffer, da UFRJ. Para ele, o uso só se justifica em situações pontuais, em locais de acesso muito difícil. Caso contrário, só é viável se houver subsídios. Baitelo, do Greenpeace, diz que faltam tais incentivos no país. “É a mais cara no Brasil porque não temos legislação”, reclama.
Tolmasquim, da EPE, aponta também que a capacidade de geração de cada painel é muito pequena, de forma que uma usina teria de ocupar uma área muito maior que uma termoelétrica para produzir a mesma energia.
Para José Manuel Diaz Francisco, o investimento vale a pena. “É uma tecnologia que precisa ser incorporada ao cotidiano de prédios e residências para atender a demandas pequenas. Não nos podemos deixar de integrar este tipo de tecnologia, pois é necessário diversificar a matriz energética”, argumenta.