22 de abril de 2014

ENTREVISTADO: Jhonatan Leal, Conceitual


Nome?
Jhonatan Leal

Idade?
25 anos.

Mora onde?
Em Campina Grande, na Paraíba.

O que você faz no momento?
Estou terminando mestrado em Literatura e Interculturalidade.

Um erro?
Ingenuidade... Acreditar demais nas pessoas é um erro que pode trazer sérias consequências.

Como estar seus planos para o futuro?
Pretendo ingressar em um doutorado, me tornar professor universitário e, quem sabe, escritor.

Um momento que vale a pena lembrar?
O dia em que fui aprovado no mestrado. O primeiro dia de aula na universidade. A defesa da monografia. Minha primeira viagem com os amigos da universidade. Minha primeira viagem dirigindo meu próprio carro. As conversas na cama com a minha mãe. Todos os instantes vivenciados com o meu amor.

Gostaria de conversar com quem?
Com Machado de Assis, com Eça de Queiroz, com J. K. Rowling, com Clarice Lispector, com João Emanuel Carneiro... Passaria anos conversando interruptamente com cada um deles. Perguntaria sobre suas histórias, como fora o processo de criação de suas narrativas, onde buscaram inspiração para personagens tão controversos e ao mesmo tempo carismáticos.

O que te faz feliz?
Inspirar pessoas exercendo o papel de professor. Ajudar os outros a compreenderem a si mesmos e as relações em que estão inseridos... Sempre por meio de narrativas.

O que te deixa triste?
A alienação juvenil. Uma geração inteira que pensa pouco lê, pouco reflete pouco e vive de modo imediatista. O mesmo imediatismo com que atualizam postagens no Facebook é o mesmo imediatismo com que conduzem suas vidas: não estão interessados no amanhã. Querem saber apenas do agora, assim como a cigarra inconsequente do conto de La Fontaine. Não queria ser esses jovens no instante em que o “inverno” decidir chegar para eles. E ele vai chegar.

O que desaprova no modo que as pessoas imaginam que você seja?
Infelizmente não tenho o poder de saber o que realmente pensam ao meu respeito. Mas acredito que tudo o que acharem sobre mim sempre será pouco ou exagerado perto do que figuro na esfera da “realidade”, de modo que sempre farão muitas suposições e poucas constatações. 

Um sonho?
Chegar aos 80 anos e dizer: “É... sobrevivi!”.

Fonte de inspiração?
Machado de Assis, Pedro Almodôvar, Zeca Camargo, Fernanda Montenegro, João Emanuel Carneiro, José de Alencar, Rick Martin, Oscar Wilde, Clarice Lispector e J. K. Rowling.

Uma música que definiria o agora?
“Gitá”, do Raul Seixas.

Um filme?
“Cisne Negro”.

Uma frase?
“O desejo foi feito para desejar, não para realizar.” Freud.

Um livro?
“Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. Um livro para ser lido, relido e lido mais uma vez. A história do defunto autor (e não de um autor defunto!) é genial tanto na sua forma quanto na sua temática. Por meio do anti-herói Brás Cubas, um morto que decide narrar como fora sua vida pouco estruturada, Machado desmascara a hipocrisia humana e expõe o quanto somos mesquinhos, interesseiros, egoístas e inescrupulosos.

O que é uma boa leitura?
A boa leitura sempre será aquela capaz de mover o leitor de lugar: seja o transportando para um universo diferente ao seu, provocando-lhe abstração, seja o retirando de sua zona de conforto ao fazê-lo enxergar um fato/tema através de novas perspectivas, provocando-lhe reflexão.

Qual o pior livro que leu?
“Às margens do rio Pietra eu sentei e chorei”, do Paulo Coelho. Não por ser do Paulo, veemente perseguido pela crítica literária, mas pelo livro em si: meloso demais, dramático em excesso, chato, enfadonho.

Como rever conceitos antigos?
Estando intelectualmente aberto, desarmado de preconceitos morais, culturais e religiosos.

O que aguça sua mente?
Artistas e suas criações. Vejo os artistas como as pessoas mais inspiradas e, consequentemente, inspiradoras que podemos ter ao nosso redor para “reciclar” nossas ideias, projetos e relações.

Vida?
Um jogo no qual você não pediu para participar.

Amor?
Um antídoto que, na dosagem certa, pode lhe trazer a cura, mas que em excesso, pode lhe ser fatal.

Respeito?
A “regra” encontrada pelo “jogo” para que seus “participantes” não matassem uns ao outros.

Dignidade?
Uma forma de autopreservação essencial para quem deseja se manter firme, equilibrado e orgulhoso das decisões tomadas.

Família?
Importante quando os membros possuem afinidades e interesse genuíno pelo outro, mas desnecessária quando eles apenas se toleram.

Ódio?
Um sentimento inevitável quando se trata de relações humanas, que deve ser controlado pelo sujeito ao invés de controlar as atitudes dele.

Saúde?
Um bem que possui data de validade.

Beleza é?
Fundamental, como já dizia Carlos Drummond de Andrade. O mundo sem o belo seria mais triste e desinteressante. O problema está em se querer padronizar um ideal de beleza e querer que o aceitemos sem contestações, ignorando o fato de ser a beleza algo extremamente subjetivo.

Força de vontade?
Acordar todos os dias para fazer as mesmas coisas, repetidamente, em busca de um objetivo.

Um luxo e um lixo?
Luxo é poder ter alguém ou alguma coisa com que possamos compartilhar nossas emoções. Lixo é achar que só podemos fazer isso se tivermos o corpo do Rodrigo Santoro, um Iphone 5 e vestirmos Calvin Klein.

Sexo é bom quando?
Tem-se interesse pelo o que o outro representa, esteja esta representação presa a um corpo, uma intelectualidade, uma profissão, uma virtude do caráter ou a uma conta bancária. Mas é preciso haver interesse. Sexo desinteressado é como beber café frio: não traz calor nem ao corpo nem ao espírito.

O que mudou em seu pensamento nos últimos anos?
Percebi que nunca seremos livres. E essa descoberta, de certo modo, me angustia.

Liberação da maconha?
Descriminalização da maconha. Os países que já descriminalizaram, como a Holanda, obtiveram baixas consideráveis na criminalidade.

Como avalia a política brasileira?
Uma política preocupada com números. Milhares de casas construídas, milhares de universidades e hospitais erguidos, mas pouco interesse na qualidade do que tem sido feito.

O que pensa do governo da Dilma?
“Ruim com eles, pior sem eles”. É inevitável não cairmos no pensamento do senso comum e afirmarmos que infelizmente não temos políticos capazes de nos representar da forma que deveriam. Dilma não tem sido uma grande presidente, o setor educacional – único capaz de (re)construir o nosso país no futuro – está mal administrado. Mas entre Dilma e as demais alternativas de representantes políticos, ela ainda é a menos mal intencionada. Fernando Henrique governava para a burguesia, o que era indiscutivelmente pior. Serra faria o mesmo caso tivesse ganhado as eleições. Marina Silva, por sua vez, é fundamentalista. E apesar de seu discurso pertinente acerca da sustentabilidade, acredito que acabaria por se tornar uma forte representante da bancada evangélica no Congresso Nacional – o que terminaria por afundar nosso país de uma vez por todas.

O que pensa sobre o uso do ENEM como vestibular?
Gosto da proposta, mas acredito que ele poderia ser mais criterioso. Tenho notado certa permissividade no ENEM, facilitando demasiadamente o ingresso do estudante na universidade. Sei da importância de termos alunos que não tiveram grandes oportunidades na educação básica no ensino superior. Mas temo os efeitos dessas medidas em longo prazo.

Aborto é permitido quando?
Quando não se encontra ninguém que possua interesse verdadeiro em criar a criança com afeto e dedicação. Se houver uma única pessoa – ainda que sem laços consanguíneos com os pais biológicos – desejando cuidar com responsabilidade do bebê em formação, seu assassinato já não é justificado.

Sobre a copa no Brasil acha que estamos preparados?
Estamos. Somos oficialmente a terra do pão e circo. O Brasil é o país que possui mais feriados no mundo. Nos divertimospara trabalhar, ao invés de trabalhar para só então buscar se divertir. Idolatramos o carnaval e inventamos qualquer motivo para imprensar datas comemorativas com dias oficiais de trabalho. Com o nosso “jeitinho brasileiro”, burlamos regras, compramos atestados falsos para faltar no emprego e inventamos mentiras para justificar faltas para professores. Tudo em nome da festa, da vadiagem, do ôba-ôba. Nunca estivemos tão preparados para sediar o “carnaval futebolístico”, emblema de uma cultura global alienada, que ignora assuntos verdadeiramente urgentes, como a AIDS, a fome, a miséria, as guerras, e oportunismo religioso e o péssimo investimento educacional.

Como vê o julgamento do STF sobre o mensalão?
A absorção dos julgados e condenados apenas expressa a inescrupulosidade humana revelada por Machado de Assis, citada por mim anteriormente.

Eutanásia você é contra ou a favor, e por que?
Sou totalmente a favor quando esse é um desejo expresso pelo paciente. O próprio Freud foi adepto da eutanásia. Cada um sabe a dor e o prazer de ser quem é ninguém tem o direito de julgar ninguém que tenha cansado ou desistido de viver.

Qual sua religião?
Sou deísta, o que, propriamente não me torna adepto de uma religião. Acredito em uma “força” que, por falta de nome melhor, chamo de Deus. Mas o meu Deus definitivamente não é o Deus cristão, pronto para anotar em seu caderninho todo aquele que infligir suas regras para, posteriormente, querer acertar as dívidas. O meu Deus é mais contemplativo e menos inquisidor.

O que te conquista?
Pessoas que se posicionam e vivem de acordo com as suas próprias verdades, e não verdades pré-fabricadas por instituições, personalidades e pela indústria cultural. Mas, no geral, gosto de pessoas que sabem se posicionar. Não confio em quem se dá bem com todo mundo ou vive de “servir a diferentes senhores”.
De que modo age quando é contrariado?
Fico isolado até encontrar uma forma inteligente de me posicionar frente ao problema.

Uma loucura que fez por amor?
Passei por cima de algumas convicções, o que, de fato, é uma loucura e eu espero não fazer por mais ninguém. Já no que se refere às demonstrações de amor, não as vejo como loucuras, e estou sempre buscando formas – muitas delas não convencionais – para expressar meu bom sentimento. Mas para manter a originalidade das minhas ideias, prefiro não compartilhá-las (risos).

Um mico?
Ter gravado algumas “novelas” em que atuo com alguns amigos e postado no youtube. Micos com amigos são sempre os melhores.

Jhonatan Leal por Jhonatan Leal?

Definir-se é uma tarefa perigosa que pode implicar no desenvolvimento da nossa subjetividade, prefiro não fazê-lo. Como ponderou Oscar Wilde: “Definir-se é limitar-se”. 

Série sobre as bruxas de Salem bate recordes


A série “Salem”, primeira produção original do canal pago americano WGN America, estreou na noite de domingo (20/4) com uma ótima média de 1,5 milhões de telespectadores. De acordo com o site The Hollywood Reporter, no decorrer da noite (com reprises e exibição em outras mídias), esse número subiu para 2,3 milhões.
Trata-se da maior audiência do WGN America nesta década. Na verdade, desde 2007. O número é ainda mais expressivo quando levado em conta que o canal só está disponível em 62,3% dos lares americanos que pagam TV por assinatura. “Nós estamos muito entusiasmados com a participação do público e a reação à ‘Salem’”, disse Matt Cherniss, executivo da emissora. “Esses números superaram as nossas expectativas e estamos ansiosos para ver esses números crescem ao longo dos próximos dias”.
Como forma de comparação, vale destacar que a estreia da primeira série do canal pago AMC, a elogiada “Mad Men” em 2007 teve uma audiência de 1,6 milhão de telespectadores, sendo que o AMC tem uma abrangência muito maior (tem 20 milhões a mais de assinantes). E assim como “Mad Men” abriu caminho para “Breaking Bad” e “The Walking Dead”, o WGN America também pretende investir em novas atrações.
“Salem” foi criada por Adam Simon (roteirista do terror “Evocando Espíritos”) e Brannon Braga (roteirista de “Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato” e criador de “Flashforward”) e narra o infame período da caça às bruxas do século 17. O elenco é formado por Janet Montgomery (série “Made in Jersey”), Shane West (série “Nikita”), Xander Berkeley (também de “Nikita”), Seth Gabel (série “Fringe”) e Ashley Madekwe (série “Revenge”).
Os próximos projetos do WGN America incluem a série “Manhattan”, sobre o projeto secreto que criou a primeira bomba atômica, a adaptação da história em quadrinhos “Escalpo”, uma série sobre Eliot Ness e a minissérie “Os 10 Mandamentos”.

16 de abril de 2014

Trilha sonora de “Frozen” se iguala a de “O Rei Leão” em número de semanas no topo da parada americana



A nova animação da Disney conseguiu. “Frozen” se igualou ao filme “O Rei Leão” no número de semanas no topo da Billboard 200. Pela décima vez, o álbum lidera a parada americana, atualizada nesta quarta (16/4). No ranking histórico, “Frozen” só perde para outras duas trilhas sonoras em nº de semanas em nº1: “Titanic” (16 semanas) e “O Guarda-Costas” (20 semanas).


Na última semana, foram vendidas mais 133 mil unidades nos EUA, totalizando 2,1 milhões de cópias só no país. As boas vendas rendem também comparações com Adele. O disco de “Frozen” é o primeiro desde “21”, da inglesa, a passar tantas semanas no topo da Billboard 200.

Voltando ao Top 10 desta semana, há ainda Pharrell Williams em 2º lugar com “G I R L” e Shakira em 9º com “Shakira.”. Ele registrou aumento de 18% nas vendas, e ela queda de 41%. Confira:

01) “Frozen” – Trilha Sonora (-)
02) “G I R L” – Pharrell Williams (9-2)
03) “She Looks So Perfect” – 5 Seconds of Summer (2-3)
04) “Welcome to the New” – MercyMe (lançamento)
05) “Catacombs of the Black Vatican” – Black Label Society (lançamento)
06) “SoMo” – SoMo (lançamento)
07) “Everlasting” – Martina McBride (lançamento)
08) “Crash My Party” – Luke Bryan (15-8)
09) “Shakira.” – Shakira (5-9)
10) “Here’s to the Good Times” – Florida Georgia Line (19-10)

5 de abril de 2014

Capitão América 2 já bate seu primeiro recorde nos EUA


O filme “Capitão América 2: O Soldado Invernal” bateu seu primeiro recorde de arrecadação logo na estreia. Com faturamento de US$ 37 milhões na sexta (4/4) nos EUA, o filme atingiu a maior bilheteria de primeiro dia já registrada num lançamento de abril no país.
As projeções apontam para um faturamento de mais de US$ 90 milhões até domingo, o que representará novo recorde, como melhor fim de semana de estreia de abril em todos os tempos.
Antes mesmo de estrear nos EUA, o filme atingiu US$ 100 milhões em bilheteria internacional, quantia alcançada até a noite de quinta (3/4).
A produção da Marvel estreou em 1º lugar em 30 dos 32 países onde foi lançado no fim de semana passado. De acordo com o levantamento do site BoxOffice, a aventura rendeu impressionantes US$ 75,2 milhões durante seus primeiros três dias em cartaz ao redor do mundo.
“Capitão América 2: O Soldado Invernal” é o terceiro filme da Marvel a ser lançado após o arrebatador sucesso de “Os Vingadores” (2012), que garantiu uma bilheteria de US$ 1,5 bilhão e estabeleceu de vez os seus personagens no cinema. Depois disso, o estúdio já lançou os bem-sucedidos “Homem de Ferro 3″ (2013) e “Thor – O Mundo Sombrio” (2014).
O filme anterior do super-herói, “Capitão América – O Primeiro Vingador”, rendeu US$ 370 milhões em todo o mundo em 2011, o que deve ser facilmente superado pelo segundo filme.
A trama da continuação retoma a história a partir do final de “Os Vingadores”, com o Capitão América (Chris Evans) lutando para encontrar seu lugar no mundo moderno e se juntando à Viúva Negra (Scarlett Johansson) para enfrentar um poderoso e sombrio inimigo nos dias de hoje em Washington.
Dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo (ambos da série “Community”), o filme estreia em 10 de abril no Brasil.

“Frozen” é a maior animação de todos os tempos


Disney acaba de alcançar um novo recorde com sua mais nova animação. “Frozen” conseguiu ultrapassar “Toy Story 3″ nas bilheterias e agora é a animação mais lucrativa da história, com mais de 1,063 bilhão de dólares alcançado na bilheteria.

Na lista mundial dos maiores filmes de todos os tempos, agora “Frozen” ocupa a décima posição. Só nos EUA o lucro foi de 398,4 milhões e no mundo afora foi de 1,072 bilhão.

“Frozen” alcançou o recorde no fim de semana graças ao Japão, um dos últimos mercados a ver o filme. Eles viram o filme quatro meses depois da exibição nos cinemas do Brasil e dos EUA, informa o THR.

A história da otimista Anna, que parte junto com Kristoff e sua rena Sven para encontrar sua irmã “gelada” Elsa, ganhou o Oscar de melhor animação e conquistou o público do mundo inteiro. Além disso, trouxe para a história da música o hit “Let it Go”, uma das trilhas mais bem sucedidas da história da Disney.

Aliás, “Frozen” também superou todos os filmes da Disney e da Pixar em 27 países. Sim, o Brasil está nessa lista. Assim como Rússia e China.

23 de março de 2014

Divergente estreia em 1º lugar nos EUA


A sci-fi “Divergente” estreou em 1º lugar nas bilheterias dos EUA, acabando com a maldição das adaptações de obras de literatura infanto-juvenil (ou YA, “young adults” na nova nomenclatura). O filme faturou US$ 56 milhões em seu primeiro final de semana, após quatro decepções consecutivas do gênero – “A Hospedeira”, “Dezesseis Luas”, “Os Instrumentos Mortais” e “Academia de Vampiros”.
O sucesso de “Divergente” sacramenta que as distopias futuristas tomaram o lugar dos romances sobrenaturais no gosto do público adolescente. Nenhum candidato a sucessor de “Crepúsculo” conseguiu ocupar a vaga deixada pelo fim daquela franquia. Mas enquanto “Jogos Vorazes” ainda tem um longo caminho a cumprir, seu estúdio, Lionsgate, já possuiu em mãos um herdeiro legítimo.
O sucesso da estreia de “Divergente” é até modesto comparado a “Crepúsculo” (estreia com US$ 69,6 milhões em 2008) e “Jogos Vorazes (impressionantes US$ 152,5 milhões em 2012), mas grande o suficiente para justificar o lançamento de uma nova franquia – os planos de filmagens de sua sequência, por sinal, já estão em andamento.
Com uma arrecadação bastante inferior, o 2º lugar ficou com outra estreia, “Os Muppets 2″, cujos US$ 16 milhões surpreenderam negativamente o mercado. O filme anterior da franquia, “Os Muppets” (2011), tinha estreado com quase US$ 30 milhões nos EUA. A queda de interesse do público é preocupante para a Disney, que tinha planos ambiciosos para a franquia. O próprio chefe de distribuição da Disney, Dave Hollis, classificou o lançamento como “desapontador”.
A crítica americana, porém, gostou bem mais do segundo filme dos fantoches que da nova distopia juvenil – 77% aprovaram “Os Muppets 2″, enquanto apenas 40% gostaram de “Divergente”, no ranking do site Rotten Tomatoes.
Em 3º lugar, a animação “As Aventuras de Peabody e Sherman” continua a reverter o quadro negativo de sua estreia, faturando mais US$ 11 milhões em seu terceiro fim de semana. O filme chegou a US$ 81 milhões nos EUA, com mais US$ 100 milhões no mercado internacional. Pena ter custado tão caro: US$ 145 milhões, o que vai comprometer toda a sua arredação. Mas, ao contrário das previsões apocalípticas, não deverá causar o prejuízo previsto.
“300: A Ascensão do Império” caiu para o 4º lugar, mas seu saldo é bastante positivo. O filme somou US$ 8 milhões a sua conta mundial de US$ 289 milhões. A produção da Warner Bros. deve cruzar a barreira de US$ 300 milhões arrecadados mundialmente ao longo da semana, e possivelmente garantir a produção de mais uma sequência.
O Top 5 fecha com um lançamento evangélico, “God’s Not Dead”, que rendeu US$ 8,6 milhões basicamente com bilheterias do interior dos EUA.
Vale observar que a adaptação do game “Need for Speed” caiu para 6º lugar em sua segunda semana, amargando um fracasso retumbante. E a comédia indie “O Grande Hotel Budapeste”, dirigida por Wes Anderson, faturou pela terceira semana consecutiva a honra de ser o filme mais assistido por sala nos EUA. Mesmo passando em apenas 304 salas, rendeu US$ 6,7 milhões e subiu pra o 7º lugar entre os maiores sucesso do fim de semana americano. Infelizmente, o público brasileiro ainda precisará esperar quase 40 dias por seu lançamento no país, previsto para 1 de maio.


    Top 10 EUA

    1.“Divergente”
    US$ 56 milhões

    2.“Os Muppets 2″
    US$ 16,5 milhões

    3.“As Aventuras de Peabody & Sherman”
    US$ 11,7 milhões

    4.“300 – A Ascensão do Império”
    US$ 8,6 milhões

    5. “God’s Not Dead”
    US$ 8,5 milhões

    6.“Need For Speed”
    US$ 7,7 milhões

    7. “O Grande Hotel Budapeste”
    US$ 6,7 milhões

    8.“Sem Escalas”
    US$ 6,3 milhões

    9.“Uma Aventura Lego”
    US$ 4,1 milhões

    10. “The Single Mom’s Club”
    US$ 3,1 milhões

O Grito será filmado pela terceira vez


O cineasta Sam Raimi (trilogia “Homem-Aranha”) vai produzir um reboot do terror “O Grito” (2004), que ele mesmo produziu há dez anos, e que na ocasião já era remake de um filme japonês de 2002. Assim, será a terceira vez que a história chegará aos cinemas num curto espaço de tempo.
O remake americano foi estrelado por Sarah Michelle Gellar (série “Buffy – A Caça-Vampiros”) e faturou mais de US$ 187 milhões mundialmente, ganhando uma sequência em 2006. Ambos os filmes foram dirigidos pelo japonês Takashi Shimizu, autor do “Grito” original, que também teve continuação no Japão. A franquia ainda chegou ao “O Grito 3” (2009), que não contou com o envolvimento de Shimizu e Raimi e foi lançado direto em DVD.
Na trama de “O Grito”, Gellar era uma enfermeira que investigava uma maldição sobrenatural, atrelada a uma casa.
O roteiro do reboot está a cargo de Jeff Buhler, que escreveu o terror “O Último Trem” (2008) e no momento roteiriza o remake de outro filme do gênero: “Alucinações do Passado” (1990).
Raimi está se especializando em remakes de terror. Seu último trabalho como produtor foi o remake “A Morte do Demônio” (2013), baseado num filme que ele próprio dirigiu em 1981, e fará a seguir o remake de “Poltergeist”, grande sucesso dos anos 1980, que tem previsão de estreia para 12 de fevereiro no Brasil.