18 de janeiro de 2013

Ursinho Ted vai comparecer ao Oscar



O ursinho Ted, personagem animado politicamente incorreto da comédia que leva seu nome, vai comparecer à cerimônia do Oscar 2013. A participação já vinha sido considerada, uma vez que Seth MacFarlane, roteirista, diretor e dublador de “Ted”, é o apresentador da premiação deste ano.

A confirmação veio no programa de TV Anderson Live por Mark Wahlberg, que interpreta o melhor amigo do ursinho de pelúcia, com quem usa drogas e divide intimidades no filme. “Ted e eu vamos aparecer no Oscar”, revelou Wahlberg.

Além de ter dirigido “Ted”, que teve arrecadação de mais de US$ 500 milhões pelo mundo, Seth MacFarlane também é criador da séries animada “Uma Família da Pesada” (Family Guy), “American Dad” e “The Cleveland Show”.

16 de janeiro de 2013

Kathryn Bigelow defende tortura em A Hora Mais Escura



A diretora Kathryn Bigelow defendeu a inclusão de cenas de tortura em seu novo filme, “A Hora Mais Escura”, em entrevista publicada nesta quarta (16/1) no jornal Los Angeles Times. O uso de tortura foi bastante criticado por políticos, militares e até atores que votam no Oscar. No filme, é por meio de tortura que se chega ao paradeiro do terrorista Osama Bin Laden.

“A tortura foi, como sabemos, empregada nos primeiros anos da caça à Osama bin Laden. Isso não significa que foi a chave para encontrar o terrorista, significa que é uma parte da história que eu não podia ignorar”, ela explicou ao jornal.

Em dezembro, um grupo de senadores norte-americanos divulgou uma carta com duras críticas à distribuidora Sony Pictures, chamando o filme de “grosseiramente impreciso e enganoso”, por sugerir que o governo americano usou métodos de tortura na captura do terrorista. E, após a indicação do filme ao Oscar, um grupo de atores veteranos lançou uma carta aberta pedindo que os demais membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas não votassem em “A Hora Mais Escura” para nenhuma categoria. Sintomaticamente, o nome de Kathryn Bigelow ficou de fora da lista dos candidatos a Melhor Direção.

“A guerra, obviamente, não é bonita, e nós não estávamos interessados em retratar uma ação militar livre de consequências morais”, completou a cineasta.

Lincoln ganhará nova versão para estreia internacional



A cinebiografia indicada a 12 Oscars “Lincoln”, dirigida por Steven Spielberg (“Cavalo de Guerra”), será lançada em uma versão diferente nos territórios internacionais. O site The Hollywood Reporter informou que a distribuidora Fox incluirá letreiros explicativos antes do início do filme para informar às plateias a situação política dos EUA em 1865.

A explicação de aproximadamente 1 minuto de duração aparecerá por cima de fotografias em preto-e-branco para ajudar aos espectadores estrangeiros compreenderem o contexto, já que não estão tão familiarizados com a História americana. A Fox realizou uma pesquisa e descobriu que boa parte dos estrangeiros que ouviram falar em Abraham Lincoln não sabem que ele teve um papel central na Guerra Civil americana e na abolição da escravatura.

Alguns lançamentos específicos contarão com outras adições: uma introdução feita pelo próprio diretor será exibida nas sessões no Japão, e curtas-metragens promocionais trarão figuras políticas conhecidas de países como Reino Unido, Chile e República Tcheca para apresentar o contexto histórico da trama. Orçado em U$S 60 milhões, o filme custará U$S 100 milhões a mais para ser divulgado ao redor do mundo – o valor, claro, inclui as ações de marketing e divulgação.

Com essa medida, a distribuidora espera alcançar um número maior de espectadores, pois “Lincoln” já chamou a atenção internacional por liderar as indicações ao Oscar. “É uma vila global, hoje”, disse Jim Gianopulos, diretor executivo da Fox Filmed Entertainment. “A discussão que nasceu sobre o filme e a atenção que ele recebeu nas mídias sociais e em outros meios é global.”

Indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme, a veterana Sally Field acrescentou que os temas da produção são universais. “Mesmo se você tem um estilo diferente de governo, eu acho que você vai entender a luta pela democracia que está acontecendo no mundo todo, a desordem e a natureza complicada da democracia”, disse Field. “É também a observação de um casamento e de tudo que é preciso para se estar com alguém que carrega uma grande responsabilidade.”

No Brasil, “Lincoln” tem estreia marcada para 25 de janeiro.

Anne Hathaway vai estrelar nova adaptação da peça de Shakespeare



Anne Hathaway, que levou o Globo de Ouro e concorre ao Oscar por sua atuação em Os Miseráveis, vai estrelar uma nova adaptação de A Megera Domada, de William Shakespeare. As informações são do The Wrap.

A trama da peça, que já foi modernizada em 10 Coisas que Odeio em Você (1999), será levada à Itália de meados do século 20. A atriz deve ficar com o papel da megera Catarina, que é forçada a se casar com Petrúquio, um nobre falido de Verona. O casamento é armado por Bianca, irmã de Catarina, que precisava conseguir um marido para irmã antes de poder escolher entre um de seus três pretendentes.

Abi Morgan (Shame, A Dama de Ferro) assina o roteiro. A produção ainda não escalou um diretor.

Debra Hayward produz o longa para a Working Title.

Poema de Homero ganha versão espacial pela Warner Bros.


A Odisseia, o poema grego de Homero, ganhará uma versão cinematográfica pela Warner Bros. No entanto, ao invés de refazer a Grécia Antiga, a empresa decidiu levar o épico para o espaço, de acordo com o Deadline.

O poema original mostra o retorno de Ulisses a sua terra natal, após ficar dez anos em batalha na Guerra de Tróia. Ainda não se sabe da trama escrita por James DiLapo, no entanto, é certa a escolha pelo gênero de ficção científica.

O planejamento da Warner é fazer desta nova empreitada uma franquia a ser explorada no futuro. Os produtores envolvidos são Greg Silverman, Courtenay Valenti e Racheline Benveniste.

Distribuidora brasileira lidera ranking de bilheterias pela primeira vez em 20 anos



A distribuidora Paris Filmes foi a empresa cinematográfica de maior faturamento no Brasil em 2012. Os dados foram divulgados na segunda (14/1) pela Ancine (Agência Nacional do Cinema).

É a primeira vez em 20 anos uma distribuidora nacional ficou em 1º lugar neste levantamento. A Paris Filmes, que tem parcerias com a RioFilme e a DownTown, obteve participação em 18,7% dos ingressos vendidos em 2012, superando empresas americanas, como a americana Paramount/Universal, que ficou em 2º lugar, com 14,9%.

Entre os grandes sucessos da companhia brasileira em 2012 destacam-se “A Saga Crepúsculo – Amanhecer: Parte 2″ e comédias nacionais populares, como “Até que a Sorte Nos Separe”. A Paris Filmes lançou 7 dos 10 filmes nacionais mais vistos do ano. “Até que Sorte nos Separe” lidera este ranking com 3,3 milhões de espectadores. Já “Amanhecer – Parte 2″ foi a segunda maior bilheteria geral do país, ficando atrás apenas de “Os Vingadores”, com 9,4 milhões de ingressos vendidos.

Apesar do sucesso da Paris Filmes com as comédias nacionais, o cinema brasileiro tem pouco a comemorar. O mesmo relatório indica que o público dos filmes nacionais recuou 12,9% em relação a 2011. Em consequência, a renda encolheu 3,7%.

Os números contrastam com o crescimento do mercado cinematográfico no país, que faturou R$ 1,6 bilhão, um aumento de 12% em relação a 2011, graças ao sucesso de grandes blockbusters americanos, mas também pelo encarecimento dos ingressos. O fator preço pode ser facilmente comprovado diante do número de pessoas pagantes. O crescimento do público foi pequeno (1,7%) comparado ao ano anterior, evidenciando que as salas VIPs e 3D, mais caras, influenciaram na arrecadação final.

Charlie Sheen quer participar do último episódio de Two and a Half Men



O ator Charlie Sheen revelou que gostaria de participar do último episódio da série “Two and a Half Men”, da qual foi demitido em 2011. “Eu adoraria voltar e participar do último episódio”, ele disse em entrevista ao programa “Late Show”, de David Letterman, realizada na noite de segunda (14/1).

Questionado sobre como voltaria, já que seu personagem estava morto, ele retrucou: “Estou morto, mas o programa também está”. O clima irônico da entrevista manteve o público do auditório rindo o tempo inteiro.

O ator falou também sobre as razões que o levaram a ser demitido e negou que o consumo de drogas tenha causado a crise que culminou no pedido do criador Chuck Lorre para que fosse afastado. “Era como se o meu cérebro estivesse em um outro lugar, separado [do trabalho]. Eu tinha que tomar uma posição para saber o que era certo”, disse.

A série se encontra na sua 10ª e, possivelmente, última temporada, já que novos contratos, com aumento de salários, precisariam ser assinados para o retorno da atração. Mesmo assim, o canal CBS e o estúdio Warner estão otimistas em continuar com o programa.

Por sua vez, Sheen estreia a 2ª temporada de sua nova série, “Anger Management”, na quinta (17/1) no canal pago americano FX. No Brasil, a série vai ao ar no canal pago TBS, sob o título “Tratamento de Choque”.