1 de abril de 2011

Caranguejo-Real Invade a Antártida Pela Primeira Vez em 40 milhões de Anos

Este é mais um impacto no meio ambiente provocado pelo aquecimento global. As águas da Antártida estão quentes o suficiente para a sobrevivência do caranguejo-real.
O aquecimento da água do mar possibilitou a viagem do caranguejo-real para o sul, atingindo locais, como a Antártida, onde não existiam caranguejos há mais de 40 milhões de anos.
Esta ocorrência é uma má notícia para os habitats marinhos da região. Os cientistas temem que animais autóctones como as estrelas-do-mar, mexilhões e esponjas sejam alvos fáceis para os caranguejos.
Sven Thatje e a sua equipe de investigadores estão tentando verificar quão rápida está sendo esta invasão. Para o efeito, colocaram uma câmera num barco quebra-gelo para possibilitar a observação dos caranguejos à medida que viajavam perto da península da Antártida. “Foram capturadas imagens de caranguejos-reais com cerca de 25 centímetros, que se moviam para um habitat marinho de criaturas que não viam dentes afiados ou garras nos últimos 40 milhões de anos.”
“Havia centenas,” alerta Thatje. “Ao longo da Península Antártida Ocidental encontramos grandes populações ao longo de 30 milhas. Foi impressionante.”
A temperatura da água do mar tem subido desde 1950, o que torna as águas quentes o suficiente para o caranguejo-real conseguir sobreviver na região.
A equipe de cientistas explicou que quando a água está muito fria o caranguejo-real não consegue remover o magnésio do seu sangue, elemento comum na água do mar, o que causa um efeito narcótico que afeta a sua locomoção e consequentemente, a sua sobrevivência.
Com o aquecimento da água esta “barreira de magnésio” pode desaparecer o que permitirá aos crustáceos viajarem para habitats que não estão preparados para estes predadores.
Este é um grande exemplo de como uma aparente pequena mudança no clima pode ter grandes impactes no ambiente, em muitos casos, de forma irreversível.

População de Tigre-de-Bengala Ameaçado de Extinção Cresce na Índia

Novo censo para contagem do animal revelou 1.706 indivíduos. Espécie tinha cerca de 100 mil exemplares há um século.
A população de tigres-de-bengala vivendo na natureza ganhou cerca de 300 indivíduos em quatro anos na Índia, segundo contagem do último censo, informou o ministro de Meio Ambiente do país, Jairam Ramesh, nesta segunda-feira (28). O novo censo contou uma população de 1.706 tigres-de-bengala no país. A última contagem, realizada em 2007, havia indicado cerca de 1.411 exemplares.
Embora o número de animais tenha aumentado com a ajuda de programas de conservação, autoridades de meio ambiente na Índia não consideram que o novo dado possa garantir a sobrevivência da espécie, ameaçada de extinção.
O crescimento econômico no país influencia diretamente o habitat natural dos tigres-de-bengala. A construção de estradas e áreas de mineração, por exemplo, cruzam corredores ecológicos usados pela espécie para migrar de uma reserva a outra de acordo com a época do ano.
“O crescimento no números de tigres é resultado de alguns esforços, mas a diminuição dos corredores ecológicos é alarmante”, disse Jairam Ramesh à agência de notícias Associated Press. Na opinião de Rajesh Gopal, diretor da Autoridade Nacional de Conservação de Tigres na Índia, “proteger estes corredores deve ser tomado como uma prioridade”.
Para contar o número de tigres-de-bengala no país, pesquisadores usaram câmeras escondidas e fizeram testes de DNA. Eles encontraram o animal em 17 estados na Índia. O país tinha cerca de 3.600 tigres da espécie em 2002 e 100 mil há cerca de um século. Mas o número de indivíduos caiu de forma acentuada por conta de conflitos com fazendeiros de áreas próximas a reservas e caçadores interessados na pele e em partes do animal usadas na medicina tradicional chinesa.

Entenda como a Geração de Energia Elétrica Afeta o Meio Ambiente

Cada tecnologia tem um impacto diferente sobre a natureza. Custos e viabilidade também devem ser levados em conta na comparação. A geração de energia elétrica sempre provoca algum efeito na natureza, mas cada processo tem suas particularidades. Procuramos  especialistas para explicar quais as vantagens e desvantagens dos principais tipos de usinas disponíveis, levando em conta não só a questão ambiental, mas também os custos e a viabilidade de cada técnica.

Tipo de Usina: Vantagens    e  Desvantagens

Hidroelétrica:
- Emissão de gases causadores do efeito estufa muito baixa
- Baixo custo
- Impacto social e ambiental do represamento do rio
- Dependência (limitada) das condições climáticas
Termoelétrica a Carvão:
- Baixo custo de construção e combustível
- Alta produtividade
- Independência das condições climáticas
- Emissão de gases de efeito estufa muito alta (é a que mais emite)
- Poluição local do ar com elementos que causam chuva ácida e afetam a respiração
Termoelétrica a Gás Natural:
- Baixo custo de construção
- Independência das condições climáticas
- Baixa poluição local (comparada à termoelétrica a carvão)
- Emissão de gases de efeito estufa alta (menor que a do carvão, porém significativa)
- Custo de combustível muito oscilante (atrelado ao petróleo)
Termoelétrica a Biomassa:
- Baixo custo de construção e combustível
- Emissão de gases de efeito estufa praticamente se anula (o ciclo do carbono fica perto de ser fechado)
- Independência das condições climáticas
- Disputa do espaço do solo com a produção de alimentos
- Caso haja desmatamentos para o cultivo, cria um novo problema ambiental
Nuclear:
- Emissão de gases de efeito estufa praticamente inexistente
- Alta produtividade
- Independência das condições climáticas
- Alto custo (exige investimentos em segurança)
- Produção de rejeitos radioativos
- Risco de acidentes (a probabilidade é baixa, mas os efeitos são gravíssimos)
Eólica:
- Emissão de gases de efeito estufa praticamente inexistente
- Impacto ambiental mínimo
- Baixa produtividade
- Dependência das condições climáticas
- Poluição visual
Fotovoltaica:
- Baixo impacto ambiental
- Alto custo
- Baixa produtividade

Geração de Energia no Brasil

Hidroelétrica:
Mais de 80% da energia gerada no Brasil vem de usinas hidroelétricas. Essa energia é gerada pela correnteza dos rios, que faz girar turbinas instaladas em quedas d’água. De modo geral, a tecnologia é considerada limpa, uma vez que praticamente não emite gases de efeito estufa, que fortalecem o aquecimento global.
O grande problema ambiental – e também social – causado pelas hidroelétricas é a necessidade de represar os rios. Vastas regiões são alagadas, o que provoca não só a retirada das populações humanas do local, como alterações no ecossistema.
Por conta disso, projetos de usinas para o Norte do Brasil – como a polêmica obra de Belo Monte – preveem reservatórios menores. Contudo, isso torna a geração mais dependente do volume de água e, portanto, exige que haja outras fontes de energia para garantir o abastecimento constante.
Usina hidroelétrica de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai 
Eólica
A grande dependência do clima também é um problema das usinas eólicas – nas quais o vento move hélices que acionam turbinas. Esta alternativa não pode ser usada sozinha, é preciso que haja um sistema para complementá-la, mas faz sucesso por ser ecologicamente correta. “É energia de mais baixa emissão de gás de efeito estufa”, afirma Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia da organização ambientalista Greenpeace.
Uma alternativa é fazer com que eólicas e hidroelétricas se completem. “No Nordeste, os ventos sopram mais forte justamente na época mais seca”, exemplifica Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia.
Esse é o tipo de usina que mais cresce no mundo. “É a bola da vez mesmo”, diz Roberto Schaeffer, professor de planejamento energético da pós-graduação em engenharia da UFRJ. Por isso mesmo, o custo vem caindo.
Contudo, não é muito potente, e é preciso instalar várias usinas lado a lado para se obter bons resultados. Na Europa, já há comunidades que reclamam da poluição visual, que prejudica o turismo, relatam Schaeffer e Tolmasquim.
Parque eólico de Osório, no Rio Grande do Sul 
Termoelétrica
As usinas termoelétricas são o tipo mais comum do mundo. Nela, é queimado um combustível – carvão e gás natural são os mais usados – para ferver água. O vapor gira uma turbina e assim gera energia. “São imprescindíveis”, acredita José Manuel Diaz Francisco, coordenador de comunicação e segurança da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás. “São usinas mais baratas, com tecnologia consolidada e possuem a vantagem de garantir um suprimento de energia que não depende das condições”, completa.
O processo de queima da água, no entanto, traz um efeito indesejado. “Tem os piores impactos ambientais em termos de emissão de gases de efeito estufa e poluição do ar”, afirma Baitelo, do Greenpeace.
Tem os piores impactos ambientais em termos de emissão de gases de efeito estufa e poluição do ar”
Ricardo Baitelo, do Greenpeace
As termoelétricas a carvão respondem por mais de 40% da produção mundial de energia; as movidas a gás ocupam o segundo lugar na lista, com cerca de 21%. Entre os dois, o carvão é mais barato, porém polui mais. Além de emitir mais gás carbônico – responsável pelo aquecimento global –, causa poluição local, emitindo substâncias como enxofre e óxido nitroso, que afetam a respiração. Hoje em dia, há filtros capazes de reduzir esses efeitos, mas eles encarecem a construção das usinas.
No Brasil, uma alternativa mais ecológica é o uso da biomassa. Quando se usa material orgânico – o mais comum no país é o bagaço da cana –, a combustão não emite gases de efeito estufa. Isso acontece porque o gás carbônico liberado é utilizado pelas plantas na fotossíntese, fechando o ciclo do carbono. Os custos são semelhantes aos das termoelétricas a carvão.
Para Roberto Schaeffer, da UFRJ, “é melhor até que a hidrelétrica do ponto de vista ambiental”. Já Ricardo Baitelo não se entusiasma. “Do ar diretamente relacionado a queimadas, afeta bastante populações próximas a canaviais e aumenta incidência de doenças respiratórias”, indica o especialista do Greenpeace.
Usina nuclear na França 
Nuclear
O termo mais correto para denominar uma usina nuclear é “termonuclear”. Seu funcionamento é idêntico ao das demais usinas termoelétricas, a diferença está no combustível. A fissão nuclear do urânio – ou do plutônio – gera o calor e produz, por outro lado, material radioativo que tem de ser monitorado por milhares de anos, o que é apontado como o principal problema por todos os especialistas ouvidos.
“Acredito que seja o pior tipo de energia. Por mais que setor nuclear diga que todo empreendimento energético está vinculado a acidentes, a diferença é a perversidade do acidente nuclear. A radiação se estoca no organismo e pode ser transmitida por gerações”, reclama Baitelo, do Greenpeace.
Embora acidentes sejam raros, o risco não pode ser considerado pequeno. “Risco é a probabilidade de ocorrer um acidente multiplicada pela magnitude do dano. A probabilidade de acidente é baixíssima, mas os efeitos são muito graves”, explica Schaeffer, da UFRJ. “É como ter medo de andar de avião: há menos acidentes que carro, mas, quando há, são mais graves”, completa.
Apesar do risco de acidentes, a energia nuclear é benéfica ao meio ambiente em um aspecto. “O combustível em um reator nuclear não é queimado, portanto não há emissão de gases poluentes”, destaca José Manuel Diaz Francisco, da Eletronuclear.
É uma beleza, mas é caríssimo”
Roberto Schaeffer, professor de planejamento energético da UFRJ, sobre os painéis fotovoltaicos
Fotovoltaica
Os painéis fotovoltaicos são feitos de materiais semicondutores à base de silício. Quando recebem radiação solar, liberam elétrons e geram energia.
“É uma beleza, mas é caríssimo”, resume Schaeffer, da UFRJ. Para ele, o uso só se justifica em situações pontuais, em locais de acesso muito difícil. Caso contrário, só é viável se houver subsídios. Baitelo, do Greenpeace, diz que faltam tais incentivos no país. “É a mais cara no Brasil porque não temos legislação”, reclama.
Tolmasquim, da EPE, aponta também que a capacidade de geração de cada painel é muito pequena, de forma que uma usina teria de ocupar uma área muito maior que uma termoelétrica para produzir a mesma energia.
Para José Manuel Diaz Francisco, o investimento vale a pena. “É uma tecnologia que precisa ser incorporada ao cotidiano de prédios e residências para atender a demandas pequenas. Não nos podemos deixar de integrar este tipo de tecnologia, pois é necessário diversificar a matriz energética”, argumenta.

Mongólia Cancela Licença de Caça do Leopardo-das-Neves

Os defensores de animais aplaudiram a decisão da Mongólia de cancelar a permissão de caça do leopardo-das-neves, animais extraordinários conhecidos como ‘fantasmas da montanha’ devido à sua natureza esquiva. “(…) É o caminho certo para a espécie e para o país,” declarou George Schaller, vice-presidente da organização Panthera ao site Tree Hugger. Schaller, juntamente com o diretor do programa Snow Leopard, pediram ao ministro do ambiente e turismo mongol para “reconsiderar a sua decisão de emitir licenças que permitiam a caça de quatro leopardo-das-neves (possivelmente muito mais), em nome da investigação.” Junto a esta carta foram anexadas cerca de 3500 assinaturas recolhidas em apenas dois dias. A população desses felinos está distribuída por 12 países, em zonas com condições hostis e temperaturas frequentemente abaixo de 0ºC, nas montanhas da Ásia Central. A destruição do seu habitat, caça e conflitos com pastores são as principais ameaças leopardo-das-neves . A organização Panthera tem realizado diversas ações para proteger estes felinos ameaçados. Destacam-se a investigação ecológica, treino de biólogos de campo, proteção do habitat, trabalho junto das comunidades locais para mitigar os conflitos e ajuda ao governo para criar planos de acção nacionais para o leopardo-das-neves. O grupo está no momento realizando o primeiro estudo ecológico deste felino a longo prazo, na Mongólia, para identificar as populações e regiões-alvo para os seus esforços de conservação.

17% da população de todo planeta é indiana

Um Brasil inteiro a mais na Índia. O novo censo do país, divulgado nesta quinta-feira (31), aponta que na última década a população indiana aumentou em 181 milhões de pessoas, alcançando 1.210.193.422 habitantes, o que equivale a 17% da população mundial.
Segundo os dados divulgados pelo governo, são 623,7 milhões de homens e 586,4 milhões de indianas vivendo em uma densidade de 382 habitantes por quilômetro quadrado.
Os dados populacionais da Índia são todos impressionantes. Só se consideradas as crianças entre 0 e 6 anos, o país tem um número de habitantes próximo ao do Brasil inteiro, com 158,8 milhões de crianças, ou 13,2% de sua população. A taxa de alfabetização de tanta gente é de 82% entre os homens e 65% entre as mulheres.
O censo na Índia só é realizado a cada 10 anos devido à imensidão do país. O último deles, de 2001, apontava uma população de 1.028.737.436 pessoas.
A elaboração do censo gerou polêmica no ano passado, já que além de impulsionar iniciativas como dotar os indianos de carteiras de identidade, o Governo aceitou recensear as castas, apesar de estarem abolidas.

Europeus fornecem o mais exato modelo da gravidade da Terra

Dados enviados por satélite à ESA (Agência Espacial Europeia), durante dois anos, possibilitaram o estudo preciso da gravidade do planeta Terra de uma forma inédita.
Os cientistas agora detém um dos mais exatos modelos geoide(protótipo mais aproximado do nosso planeta, visto que ele não é totalmente redondo) do lugar onde vivemos.
A imagem foi divulgada nesta quarta-feira durante uma conferência em Munique (Alemanha).
No estudo apresentado pela ESA, com imagens fornecidas pelo satéliteGoce (sigla em inglês de Explorador da Circulação Oceânica e do Campo Gravitacional), considerou-se a gravidade do geoide sem a ação de marés e de correntes oceânicas.
O modelo serve como referência para medir a movimentação dos oceanos, a mudança do nível do mar e a dinâmica do gelo, o que pode abrir precedente para entender com maior profundidade as mudanças climáticas.
Além desses dados oceanográficos, também servirá para o estudo da estrutura interna do planeta - como os processos que levam à formação de terremotos de grande magnitude e que podem provocar danos devastadores, como aconteceu com o Japão no sismo de 11 de março.
Do espaço, é praticamente impossível para os satélites observarem a dinâmica dos tremores, visto que o movimento das placas tectônicas ocorre abaixo do nível dos oceanos.
Contudo, explica a ESA, os tremores costumam deixar um "rastro" na gravidade do planeta, o que pode ajudar a entender o mecanismo de um terremoto e, quem sabe, antecipar sua ocorrência.

Grã-Bretanha: a nova arca de Noé?

De acordo com matéria publicada pelo jornal The Independent, uma nova pesquisa aponta que as ilhas britânicas poderiam se tornar uma vasta "arca" dedicada à biodiversidade - ou ARC, sigla em inglês para área de colonização assistida regional. São locais onde espécies da flora e da fauna ameaçadas pelas mudanças climáticas podem iniciar uma nova vida.
O lince ibérico, a águia imperial espanhola, borboleta de anelzinho de Prunner e outras estão entre espécies potencialmente cotadas para se mudar para a Grã-Bretanha em regime de urgência. Segundo os pesquisadores, as ilhas estão idealmente posicionadas para se tornar uma ARC.
O biólogo Chris Thomas, da Universidade de Nova York defende que as espécies poderiam ser transferidas para lá como única opção realista de conservação para espécies que não têm como escapar das ameaças climáticas.
Segundo a matéria, tais deslocamentos foram realizados em pequena escala, por razões de conservação, e muitas foram bem sucedidas. Cientistas da Nova Zelândia e Austrália, países que perderam boa parte de sua biodiversidade devido à introdução de espécies exóticas - têm desenvolvido uma estratégia exitosa de criação de espécies ameaçadas de extinção em ilhas onde os predadores não estão presentes.
"A Inglaterra possui poucas espécies nativas, tem sua vegetação fortemente modificada pelo homem e parece quase imune à extinção por espécies introduzidas, portanto, representa um destino ideal para as espécies deslocadas pela mudança climática",acrescenta o biólogo.